Escolha uma Página

Conheça a curadoria da 10ª Recria Cine

set 24, 2026

Seis profissionais de diferentes áreas e trajetórias integram a curadoria da mostra e ajudam a construir os olhares que dão forma à programação de sua décima edição

Escolher filmes para crianças e adolescentes é também pensar sobre quais histórias, experiências, territórios e formas de enxergar o mundo queremos colocar em circulação. Na Recria Cine, esse processo passa por uma curadoria formada por profissionais com diferentes trajetórias no audiovisual, na educação, na pesquisa, na cultura e nas artes.

Em sua 10ª edição, a Recria Cine reúne na curadoria Ana Bárbara Ramos, Ana Vitória Prudente, Camila Santana, Renata Tupinambá “Aratykyra”, Tobias Rezende e Iano Almeida. São seis olhares que se encontram na tarefa de assistir, refletir e selecionar as obras que chegam às telas da mostra.

A diversidade de experiências do grupo acompanha um princípio que faz parte da trajetória da Recria Cine: compreender crianças e adolescentes como públicos capazes de se relacionar com diferentes linguagens, narrativas, estéticas, culturas e maneiras de perceber o mundo.

Nesta edição, esse trabalho partiu de um universo especialmente amplo. A Recria Cine recebeu 206 filmes inscritos, vindos das cinco regiões brasileiras e com participação de 24 estados, considerando o Distrito Federal. Desse conjunto, 34 filmes de 13 estados foram selecionados para integrar a programação.

Conheça quem está por trás desse processo de curadoria.

Ana Bárbara Ramos

Natural de Olinda (PE) e radicada na Paraíba, Ana Bárbara Ramos é cineasta, educadora e pesquisadora, com mais de 25 anos de trajetória no cinema, atuando como diretora, produtora, curadora e pesquisadora.

Entre seus trabalhos estão o longa-metragem Sob o Mesmo Céu, em produção, e a série documental infantil Abecedário Climático. Dirigiu oito curtas-metragens premiados, entre eles Sweet Karolynne, que recebeu mais de 20 prêmios nacionais, Cósmica e Cabaceiras. Suas produções já foram exibidas em mais de 50 festivais no Brasil e no exterior.

Desde 2014, desenvolve uma trajetória especialmente dedicada à interseção entre cinema e educação, aproximando sua atuação artística de sua experiência como educadora. É membra da Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro (APAN), da Redekino – Rede Latino-Americana de Educação, Cinema e Audiovisual e do MIA – Movimento da Infância e Audiovisual.

Ana Vitória Prudente

Ana Vitória Prudente é educadora, artista, gestora cultural e pesquisadora. Graduada em Artes Cênicas pela Unicamp, é mestra em Educação pela Unifesp e doutoranda em Educação pela USP. Atua no campo do cinema e da cultura, com experiências em produção, direção e curadoria audiovisual.

Foi assistente de direção dos filmes Kabengele – um griô antirracista e Alma e Sangue no Atlântico Negro – o pensamento de Luís Felipe de Alencastro, além de atuar na produção de Cabo Verde – um sonho possível, em parcerias com o Canal Futura e a Fundação Roberto Marinho. Também dirigiu A história do cinema brasileiro – do Cinema Novo ao Cinema Negro.

É assistente de curadoria e direção da Mostra Internacional de Cinema Negro (MICINE), atualmente em sua 22ª edição. Em sua atuação como curadora, compreende o cinema como território de descoberta, imaginação e encontro, especialmente potente para ampliar repertórios e construir, junto às crianças, diferentes maneiras de olhar para o mundo.

Camila Santana

Formada em Midialogia pela Unicamp, Camila Santana atua há dez anos como realizadora audiovisual e arte-educadora, com atenção especial à criação de obras para crianças e jovens e ao potencial do audiovisual para promover transformações sociais.

Seus trabalhos, entre eles Eu sou assim, Salabim!, Coisa-Malu e Raone, circularam por mais de 40 festivais nacionais e internacionais e receberam diferentes premiações.

Camila também é colunista do Portal Lunetas, fundadora da Viravento Produções e integra a curadoria da Recria Cine. Possui experiência no desenvolvimento e na produção de curtas, longas-metragens e séries aprovados em mecanismos e editais de fomento como Lei Rouanet, ProAC, Lei Paulo Gustavo e Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).

Renata Tupinambá “Aratykyra”

Jornalista, roteirista, diretora, produtora, pesquisadora, curadora e multiartista, Renata Tupinambá “Aratykyra” desenvolve, desde 2005, trabalhos voltados à difusão das culturas indígenas por meio da arte, do audiovisual, da música, da educação e da comunicação.

Fundadora da Originárias Produções e diretora do Guanabara Pyranga: Encontro de Culturas da Guanabara, sua trajetória inclui iniciativas pioneiras no campo da comunicação indígena no Brasil. Em 2013, foi uma das fundadoras da primeira web rádio indígena brasileira. Integra a Katahirine – Rede Audiovisual das Mulheres Indígenas e a ABRINJOR – Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas.

Entre 2023 e 2024, foi curadora adjunta de arte indígena do Museu de Arte de São Paulo (MASP). Também integra diferentes iniciativas de curadoria, entre elas o Festival de Cinema e Cultura Indígena (FeCCI), o Festival Corpos da Terra, o Escuta Festival, no Instituto Moreira Salles, e a Mostra de Etnomídia Indígena.

Como diretora, pesquisadora e roteirista, assina a série de áudio Yawara – Uma História Oculta Sobre o Brasil (Audible, 2024), com locução de Alice Braga e Daiara Tukano. Em 2026, é autora da obra Tape Nhe’eng, apresentada na Galeria Claudia Andujar – Maxita Yano, no Inhotim, construída a partir de depoimentos de lideranças indígenas afetadas pela mineração.

Tobias Rezende

Tobias Rezende é realizador audiovisual, arte-educador, produtor cultural e idealizador e coordenador geral da Recria Cine. Graduado em Comunicação Social – Midialogia pela Unicamp, realizou a pesquisa de iniciação científica As tensões entre Educação e Entretenimento na produção televisiva infantil, com apoio da FAPESP, e atualmente é mestrando no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), pesquisando audiovisual e infâncias.

Desde 2016, está à frente da Recria Cine, acompanhando a construção da mostra e sua relação com crianças, adolescentes, famílias, realizadores e comunidades ao longo de suas dez edições.

Como arte-educador, ministrou dezenas de oficinas de cinema e vídeo para crianças e adolescentes em parcerias com instituições como o Sesc Campinas e o Centro Experimental de Artes de Viçosa. Sua experiência no audiovisual inclui trabalhos como fotógrafo, editor, animador e colorista para produções destinadas à web, ao cinema e à televisão.

Como roteirista e diretor, assina os curtas-metragens Coisa-Malu (2015), O Baque do Acre (2019), Histórias da Roça – Garupa (2021), União do Morro (2022) e O Ingazeiro (2025).

Iano Almeida

Historiador e gestor cultural, Iano Almeida é especialista na elaboração e gestão de projetos nas áreas de educação, artes e cultura. Sua trajetória reúne curadoria, gestão cultural e mediação de processos educativos, com atividades que aproximam diferentes linguagens e campos do conhecimento.

Como educador, desenvolve oficinas lúdicas e formativas envolvendo audiovisual, memória, patrimônio, história, fotografia, artes visuais e tecnologias.

Atualmente, é diretor do programa É Tudo Criança, dedicado às artes e às infâncias e realizado pela Associação Cultural Sons da Mata. Também é membro-fundador do OBA! – Observatório Brasileiro do Audiovisual Infantil, iniciativa dedicada à reflexão e ao fortalecimento do audiovisual voltado às infâncias no Brasil.

Diferentes olhares para recriar o universo do cinema

Ao reunir profissionais com experiências que atravessam cinema, educação, pesquisa, culturas indígenas, audiovisual negro, arte-educação, gestão cultural e estudos sobre as infâncias, a curadoria da 10ª Recria Cine amplia as perspectivas que participam da construção da mostra.

Mais do que definir quais filmes chegam à tela, a curadoria faz parte de uma pergunta que acompanha a própria Recria Cine: que experiências podemos proporcionar quando levamos o cinema a sério como espaço de encontro com crianças e adolescentes?

Em sua décima edição, a mostra volta às origens da imagem em movimento com o tema “A Recriação do Universo”. Enquanto lanternas mágicas, câmaras escuras, brinquedos ópticos e outras invenções convidam o público a descobrir como o cinema começou, as obras selecionadas mostram como essa linguagem continua sendo recriada por diferentes pessoas, territórios e formas de imaginar.

A 10ª Recria Cine – A Recriação do Universo acontece entre os dias 9 e 11 de outubro de 2026, na Praça Monsenhor Joaquim (Praça da Matriz), em Ervália (MG). Toda a programação é gratuita.

Últimos Posts

Acompanhe o nosso blog!